Hiago Fernandes propõe uma reflexão sobre as diferentes abordagens do poder nas relações sociais ao longo da história, destacando a evolução das narrativas historiográficas e a ampliação do olhar para além das estruturas políticas e econômicas.
História
OS OLHARES FRENTE AO NOVO: A HISTÓRIA E A CONSCIÊNCIA HISTÓRICA EM MEIO A “CATÁSTROFE ECOLÓGICA”
Hiago Fernandes aborda como a história, enquanto disciplina e consciência, reflete as preocupações e demandas sociais, destacando os impactos da crise ecológica e do Antropoceno na visão de tempo e no pensamento histórico.
ENTRE AS DIFERENTES FORMAS, UM RECORTE HISTÓRICO FENOMENOLÓGICO SOCIOLÓGICO
Hiago Fernandes e Rovany Pimenta propõem uma análise sobre como a humanidade, desde seus primórdios, percebe e representa a existência, destacando a relação entre novos eventos, contextos socioculturais e hegemonias históricas.
“A PARTE E O TODO” NA HISTÓRIA DA HISTÓRIA.
“A História é a ciência das ações dos homens no tempo”, ou a “História é a ciência humana que está para além da história dos grandes homens do passado” são alguns dos enunciados sobre os objetos de análise deste campo que até demonstram certa ampliação recente de perspectivas frente a um “estudo dos grandes acontecimentos do passado” outrora clássica.
A IMPOSSIBILIDADE DE SE FECHAR O PASSADO, E A POSSIBILIDADE VARIÁVEL DE SE INTERPRETAR O PASSADO MEDIANTE AO PRESENTE VARIÁVEL
“Os homens parecem-se mais com o seu tempo que com os seus pais.”. Esse é um provérbio árabe antigo que fora recuperado pelo historiador Marc Bloch em sua “Apologia da História”. Utilizou-se para dizer não de uma análise geracional de grupos humanos e indivíduos em si, mas de como é possível constatar um movimento de […]
SIGNIFICADOS SE TRANSFORMAM
Todos os campos do conhecimento dito científico, tanto o que se pensou ser inteligível como “História” quanto a prática Historiográfica vêm passando por mudanças; perpassa debates em torno da concepção do que seja a ciência e a sua transformação se por meio de um progresso contínuo ou por meio de rupturas e revoluções dentro do próprio campo científico.
A HISTÓRIA ENTRE OS PARADIGMAS
O advento da chamada Virada Linguística e da crise do paradigma moderno acabou por contribuir com revisões e embates teóricos dentro do campo da História. Fez e faz parte da máxima muito conhecida entre os seus pares de que a História possui a sua própria historicidade, enquanto um campo de interessados em se debruçar e interpretar os processos e ações dos humanos no tempo e no espaço.
ESTRANHAMENTOS A PARTIR DE FONTES HISTÓRICAS QUE SÃO CONTAMINADAS POR ESTRANHAMENTOS
No último texto buscamos visualizar um caso de “repensar” a partir de Montaigne. O renascentista francês problematizou o conceito de “selvagem” que era comumente designado para os diferentes povos originários que habitavam o continente americano antes da chegada dos europeus. Continuaremos tratando desse texto, mas trazendo outros breves elementos interessantes sobre os estranhamentos envolvendo o contato entre franceses e originários no contexto colonial do Brasil. Com diferenças culturais, materiais, econômicas e sociais esses diferentes agentes de contato comportaram-se de maneiras peculiares a esse “grande encontro”, como denomina Todorov.
MONTAIGNE: um caso renascentista do repensar no contexto de expansão marítima europeia
Para além dos contatos micros do cotidiano – que por si só transbordam universos de possibilidades –, é possível visualizar contatos entre diferentes culturas em alguns momentos históricos. Dos vários exemplos que podemos tentar reconstituir trago um exemplo interessante de se perceber enquanto ato de repensar e remodelar através dos discursos ecoado pelo humanista francês chamado Michel de Montaigne.
MANUTENÇÃO DE FORMAS: RECUPERAÇÕES E EXPRESSÕES DE CONCEITOS NA LITERATURA POLÍTICO-FILOSÓFICA DE TRADIÇÃO IBÉRICA E LATINA EM CONTEXTOS HISTÓRICOS DIFERENTES
Dentro da tradição ibérica e latina do desenvolvimento da escrita tratadística existe uma certa estabilidade do seu vocabulário ao longo do tempo, como aponta Quentin Skinner. No âmbito da teoria política e filosófica, e que reverbera, em outros tipos de fontes primárias para pesquisa histórica, coloca-se uma problemática para os leitores contemporâneos descompromissados ou envolvidos com pesquisa histórica: a manutenção da forma (signo), os usos e expressões de uma época anterior.