No tempo da História da Humanidade surgem novas vozes teológicas, provenientes de novos contextos culturais com novos temas para a reflexão e aprofundamentos dos mesmos e de novos espaços para o processo da continuada investigação de âmbitos cada vez maiores de interculturalidades e interdisciplinaridades.
A Teologia e a sua fragmentação nos diálogos e narrativas, encontra desafios sobre o que caracteriza o próprio da Teologia, que através de suas múltiplas formas na construção de seus postulados, depara-se numa constante e permanente relação com o mundo da vida humana.
No explorar inesgotável dos mistérios de Deus, a Teologia assume uma infinidade de formas no indagar pluralidades de investigações e estudos no aspecto e instância da tarefa teológica, considerando perspectivas e princípios que caracterizam os critérios diversos e múltiplos das diversidades, mutualidades e responsabilidades dos campos e dos interesses.
A Teologia é a reflexão e relação permanente sobre a revelação divina, aceita somente pela fé no acolhimento do indivíduo na sua singularidade, das riquezas inumeráveis e da pluralidade e multiforme das inumeráveis formas dessa manifestação e ação divina.
Considerando esse apanhado e perspectiva, potencialidades e demarcações de fronteiras, ressalta-se a ambiguidade desses processos fenomenológicos das posições e da autonomia do articular ou não do mútuo enriquecimento dialogal.
ARAGÃO, Gilbráz. “Do transdisciplinar ao transreligioso”. In: TEPEDINO, Ana Maria; ROCHA, Alessandro. A teia do conhecimento: fé, ciência e transdisciplinaridade. São Paulo: Paulinas, 2008.
BARRETO JR, Raimundo Cesar. “Relações inter-religiosas e diálogo inter-religioso na perspectiva do cristianismo mundial”. In: RIBEIRO, Claudio de Oliveira; TOSTES, Angélica (Orgs.). Religião, diálogo e múltiplas Pertenças. São Paulo: Annablume, 2019.
BERGER, Peter L.; LUCKMANN, Thomas. Modernidade, pluralismo e crise de sentido: a orientação do homem moderno. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2012.
BHABHA, Homi K. O local da cultura. Belo Horizonte: UFMG, 2001.
BINGEMER, Maria Clara L. Alteridade e vulnerabilidade: experiência de Deus e pluralismo religioso no moderno em crise. São Paulo: Loyola, 1993.
GEFFRÉ, Claude. Crer e interpretar: a virada hermenêutica da teologia. São Paulo: Vozes, 2004.
LÉVINAS, Emmanuel. De Deus que vem à Ideia. Petrópolis: Vozes, 2002.
LIBÂNIO, João Batista. “O sagrado na pós-modernidade”. In: CALIMAN, Cleto (Org.). A sedução do sagrado: o fenômeno religioso na virada do milênio. Petrópolis: Vozes, 1998.
MIGNOLO, Walter. “Desobediência epistêmica: a opção descolonial e o significado de identidade em política”. Cadernos de Letras da UFF – Dossiê: literatura, língua e identidade, n. 34, 2008.
RIBEIRO, Claudio de Oliveira. “O princípio pluralista”. Cadernos de Teologia Pública – IHU, v. 14, n. 128, 2017b.
SANCHIS, Pierre. Religião, cultura e identidades: matrizes e matizes. Petrópolis: Vozes, 2018.
SANTOS, Boaventura de Souza. A gramática do tempo: para uma nova cultura política. São Paulo: Cortez, 2010.
SOUZA, Sandra Duarte. “Trânsito religioso e construções simbólicas temporárias: uma bricolagem contínua”. Estudos de Religião, n. 20, 2001.
TEIXEIRA, Faustino. Teologia e pluralismo religioso. São Bernardo do Campo: Nhanduti, 2012.
TOURAINE, Alain. Um novo paradigma: para compreender o mundo de hoje. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2007.
VIGIL, José María. Teologia do pluralismo religioso: para uma releitura pluralista do cristianismo. São Paulo: Paulus, 2006.
